Emeute à la centrale hydroélectrique de Jirau (Rio Madeira) – mars 2011


Obras da Hidrelétrica Santo Antônio também param depois da depredação na Usina Jirau

jb.com.br

18/03/2011

Brasília – As obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira (RO) foram paralisadas hoje (18) por causa dos protestos de trabalhadores da Usina Jirau, que também está sendo construída no Rio Madeira, a 120 quilômetros de distância. Segundo o consórcio responsável pela construção de Santo Antônio, a paralisação é preventiva e a visa garantir a segurança e o bem estar dos trabalhadores. “As atividades serão retomadas assim que houver a normalização do ambiente na região”, diz o comunicado do Consórcio Construtor Santo Antônio, responsável pela obra e liderado pela Construtora Norberto Odebrecht.

Os protestos dos trabalhadores na Usina Jirau começaram na última terça-feira (15), após uma briga entre um motorista de ônibus e um dos operários. Veículos e alojamentos foram incendiados e instalações do canteiro de obras foram depredadas. As obras da usina foram suspensas por tempo indeterminado pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB), consórcio responsável pelo empreendimento.

Cerca de 10 mil funcionários da Usina Hidrelétrica Jirau estão desabrigados por causa do incêndio provocado nos alojamentos. A Força Nacional foi convocada para conter a violência nas ruas de Porto Velho, para onde foram levados os trabalhadores. A Justiça do Trabalho vai instalar uma vara itinerante para resolver possíveis problemas de ordem trabalhista no local.

Brazil Sends Force To Jirau Dam After Riots

wsj.com

MARCH 18, 2011

SAO PAULO (Dow Jones)–Brazil’s federal government on Friday authorized the presence of national security forces in the Amazon state of Rondonia after riots at the Jirau dam site halted construction on the 3,450-megawatt dam.

The government said in its official publication Friday that it was sending additional police to the region to ensure public order. The additional police presence will last 30 days and can be renewed.

Protesting workers at the Jirau dam have set fire to buses and damaged part of the worker housing at the site, according to press reports. Jirau is being built by Energia Sustentavel do Brasil, a group comprising France’s GDF Suez SA (GSZ.FR), Brazilian construction company Camargo Correa and Brazil’s state-controlled utility Centrais Eletricas Brasileiras (EBR, ELET6.BR), or Eletrobras.

Workers have complained about wages and abuse by security officials at the site, according to press reports. Read more..

-By Paulo Winterstein, Dow Jones Newswires

 

Força Nacional ocupa obras da usina hidrelétrica de Jirau

noticias.terra.com.br

18 de março de 2011

Membros da Força Nacional de Segurança ocuparam nesta sexta-feira as obras da construção da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Jaci-Paraná, após os ataques de vandalismo desta semana que destruíram alojamentos e escritórios, disseram nesta sexta-feira fontes oficiais.

Em dois dias de atos de vandalismo alguns dos trabalhadores destruíram os 35 alojamentos construídos para os cerca de 18 mil operários que trabalham nas obras, assim como 45 ônibus usados para o transporte dos empregados.

O envio à região da Força Nacional de Segurança Pública foi autorizado na quinta-feira pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após o pedido de reforços feito pelo governador de Rondônia, Confúcio Moura, segundo um comunicado do Ministério. « A Força Nacional vai apoiar a polícia local na segurança da Usina Hidroelétrica de Jirau, que está sendo construída no rio Madeira, a 100 km do Porto Velho (capital de Rondônia) », segundo o comunicado do ministério.

A construtora Camargo Correa, responsável pela hidrelétrica, paralisou na quinta-feira as obras e utilizou seus caminhões para transportar a maior parte dos trabalhadores até Porto Velho, enquanto espera que a polícia controle a situação e os trabalhos possam ser reatados. Os operários tiveram que ser acomodados em ginásios e prédios públicos da capital de Rondônia devido a que a cidade não tem capacidade para alojá-los. Mas…

 

 

Paióis de explosivos usados em obras no Rio Madeira estão seguros

tudorondonia.com

17/03/2011 –

Distúrbios que paralisaram o canteiro de obras da hidrelétrica no Rio Madeira atingiram apenas os alojamentos, segundo o diretor do consórcio construtor de Jirau.

Alexandre Rodrigues, da Agência Estado

O diretor-presidente do consórcio construtor de Jirau, Victor Paranhos, disse que os distúrbios que paralisaram o canteiro de obras da hidrelétrica no Rio Madeira, em Rondônia, atingiram apenas a área dos alojamentos. Os equipamentos e os paióis de explosivos usados na obra continuam em segurança, sob controle do consórcio Energia Sustentável do Brasil, com o apoio da Polícia Militar e da Força Nacional. Segundo o executivo, a situação é de descontrole nas instalações residenciais e comerciais, que teriam sido incendidas e saqueadas.

O executivo não vê razão aparente para os distúrbios e diz que não havia pauta de reivindicação ou demonstrações de descontentamento por meio dos 18 mil trabalhadores. Cerca de 50% são de fora da região de Porto Velho e recebem visitas de familiares regulares patrocinadas pela empresa.

Paranhos afirmou que todos os alojamentos são equipados com ar condicionado e têm condições de conforto padronizadas, assim como as refeições. Sobre relatos de maus tratos no sistema de transporte, o executivo afirmou não acreditar nessa hipótese. No entanto, ele confirmou de que o movimento teria sido desencadeado por uma briga entre um motorista de ônibus e um funcionário na noite de ontem. O tumulto teria sido controlado pela polícia ainda ontem, mas foi reiniciado hoje, segundo Paranhos, quando os funcionários tentavam retomar o trabalho. Mas…

Informations complémentaires

Barrage de Jirau sur le rio Madeira (Brésil)

amisdelaterre.org

15 01 2010 La multinationale française GDF Suez en butte à la critique internationale

Par Yann Louvel

La multinationale française GDF Suez en butte à la critique internationale pour son rôle majeur dans la construction d’un barrage controversé en Amazonie brésilienne

GDF Suez a été nominée au ‘Public Eye Awards’ 2010 couronnant l’entreprise la plus irresponsable en matière d’environnement.

Une coalition d’organisations de la société civile du Brésil, de France et des États-Unis a adressé cette semaine une lettre à M. Gérard Mestrallet, président de GDF Suez, dénonçant la participation de sa compagnie à la construction du barrage hydroélectrique controversé de Jirau, sur le rio Madeira, en Amazonie brésilienne.

Les organisations signataires dénoncent les graves impacts socio-environnementaux et les risques liés au barrage de Jirau et en attribuent la responsabilité directe à GDF Suez en tant qu’actionnaire majoritaire dans le consortium d’entreprises chargé de sa construction. En raison de son implication dans ce projet, GDF Suez a été présélectionnée comme l’une des entreprises mondiales les plus irresponsables sur les plans social et écologique pour le prix ‘Public Eye Award’ 2010 qui sera décerné le 27 janvier prochain à Davos.

Jirau est le plus grand programme hydroélectrique en cours dans les Amériques et le projet de GDF Suez le plus destructeur de l’environnement. Selon les signataires, ‘GDF Suez et ses filiales ont fait preuve d’un manque de vigilance au cours des phases de planification et de construction du barrage de Jirau, ainsi que d’un flagrant mépris des droits humains et de la protection de l’environnement, qui relèvent de la responsabilité juridique et éthique de l’entreprise’.

Parmi les violations des droits humains perpétrées par le consortium, figurent l’absence de consentement libre, préalable et informé des communautés indigènes locales ainsi que la non prise en compte de la présence, à proximité du site du barrage, de groupes d’Indiens isolés extrêmement vulnérables aux contacts extérieurs et qui seront directement affectés par les impacts du projet. Par ailleurs, la destruction de l’environnement que générera le barrage de Jirau aura des répercussions importantes sur les communautés riveraines du bassin du Madeira – partagé par le Brésil, la Bolivie et le Pérou – en inondant les forêts, dévastant les stocks de poissons et détruisant de manière irréversible les moyens de subsistance des populations locales.

‘GDF Suez ne tient pas compte de nos communautés tout comme il ne respecte pas la rivière’, a déclaré Océlio Munoz, un dirigeant local du Mouvement des Peuples Affectés par les Barrages. ‘Nos vies sont détruites par un modèle de développement qui traite le fleuve et la terre comme des marchandises.’

Si la responsabilité de GDF Suez, dont la participation est majoritaire dans le consortium de construction du barrage de Jirau, est pleinement engagée, le gouvernement français, actionnaire à 36 % de la compagnie, ne peut dénier la sienne. Selon Jean-Patrick Razon, directeur de Survival International France : ‘Il est scandaleux que le gouvernement français utilise des fonds publics pour financer une entreprise honteusement responsable de la destruction d’une importante rivière amazonienne et d’une région d’une exceptionnelle diversité biologique et socio-culturelle. En outre, ce projet menace gravement les groupes d’Indiens isolés – les peuples les plus vulnérables de la planète – qui vivent dans la région et dont la survie se situe au premier rang de nos préoccupations car ils seront chassés de leurs terres et exposés à des maladies contre lesquelles ils n’ont aucune immunité’.

Jean-Patrick Razon a indiqué qu’une copie de la lettre à M. Gérard Mestrallet a été adressée au président Sarkozy ainsi qu’à plusieurs membres du gouvernement français les exhortant ‘à s’assurer que les questions et les recommandations formulées par les organisations signataires recevront une réponse adéquate de la part des plus hauts responsables de l’administration de la compagnie’.

Au rythme actuel, le barrage de Jirau devrait déplacer des milliers de familles riveraines et mettre en danger de larges pans de forêts, y compris des aires protégées. La construction du barrage menace également d’extinction des centaines d’espèces de poissons migrateurs. De plus, la végétation en décomposition et la déforestation entraînées par le projet contribueront de manière significative à l’émission de dioxyde de carbone et de méthane. Actuellement, la déforestation des zones tropicales est, au niveau mondial, la plus grande source d’émissions de gaz à effet de serre.

La coalition des organisations de la société civile appelle GDF Suez à suspendre immédiatement toute activité liée à la construction du barrage deJirau sur le rio Madeira. GDF Suez et ses partenaires du consortium ‘Energia Sustentável’ sont actuellement passibles d’amendes pour déforestation illégale et sont co-accusés dans une affaire civile intentée au Brésil par le Ministère public de l’État, le Ministère public fédéral (Ministério Público) ainsi que par des organisations non-gouvernementales.

L’annonce des lauréats du ‘Public Eye Award’ aura lieu au cours d’une conférence de presse à Zurich le 14 janvier et une vidéo sur les activités de GDF Suez sur le rio Madeira sera mise en ligne à la même date sur le site :http://trailer.publiceye.ch/en/.

 

~ par Alain Bertho sur 19 mars 2011.

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